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LIONS
MARINGÁ PIONEIROS
POSSE DE NOVA DIRETORIA |
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Em
reunião festiva
realizada no dia 24 de junho, tomou posse a diretoria
para o ano leonístico 2007/2008 do Lions
Clube de Maringá Pioneiros. O comitê executivo é composto
pelos Companheiros: Antonio Alvino Landgraff,
presidente; Roberto Verdade, vice-presidente;
Antonio Facci, secretário; Celso Carlos
dos Santos Filho, segundo secretário;
Carlos das Graças Chagas, tesoureiro;
segundo tesoureiro, Antenor Barnabé Neto;
Diretor de Sócios e freqüência
Raymundo do Prado Vermelho e Diretor Social,
Francisco Sisvilan de Assis Coimbra.
Discurso
proferido pelo CL Nivaldo Reginato, na reunião de transmissão de cargo
de Presidente do Lions Clube de Maringá Pioneiros.
Dia 24/06/07
“Ninguém é tão
sábio que não tenha nada para
aprender , e tão desprovido
de conhecimento que não tenha nada
para ensinar”
Com estes dizeres, o sábio Antonio Facci apadrinhou-me neste Lions Maringá Pioneiro.
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Desde
a sua fundação,
exerci os cargos de Secretário, Vice-Presidente
e Presidente, estando, agora, preparado para
o Past Presidente.
Ser chamado de “pioneiro” significa
ter sido o primeiro de uma série de outras
pessoas cujo caminho tornou-se um caminho comum.
Em outras palavras, pioneiros são precursores,
guias de novos viajantes em uma das muitas estradas
que a vida oferece.
Para ser um pioneiro não é preciso
ser especial: é preciso ter coragem, trilhar
por onde ninguém jamais andou, ver o que
ninguém viu, experimentar o que ainda não
experimentaram.
Mas, não é pioneiro aquele que apenas
passou por onde ninguém se arriscou a passar.
Pois não há “pioneirismo”,
se não há “continuidade”.
Ser pioneiro também significa ser exemplo.
Pioneiros de verdade incitam outros a ter a mesma
coragem que tiveram, convidam outros para o mundo
que conheceram: são abridores de portas,
mapas vivos para aventuras que valem a pena. Suas
memórias permanecem celebradas, por que
suas pegadas tornaram-se certas e abençoadas
para pés que vierem depois.
O pioneiro, portanto, só é pioneiro
se é generoso, solidário, amante
do próximo e desapegado dos valores de um
mundo individualista e egoísta. O pioneiro
só é pioneiro se vem com outro atrás
de si. Por isso, pioneirismo é comunidade.
O individualista jamais será pioneiro,
pois não dividirá com outros suas
descobertas e conquistas. O individualista,
corre atrás de posses pessoais. O pioneiro corre
atrás de sonhos, para si mesmo e para aqueles
que amam. O individualista, faz opção
pelo isolamento. O pioneiro faz
opção pela família.
A família é uma das marcas fundamentais
do verdadeiro pioneirismo. Um pioneiro não
deixa os seus para trás, e sim convida-os
para suas vitórias e divide com eles suas
conquistas.
Na história dos grandes pioneiros, famílias
inteiras foram abençoadas com a possibilidade
de uma vida melhor. Só pode ser um verdadeiro
pioneiro aquele que conduz em seus passos os seus
entes amados. Nas palavras de Deus a Abraão
- o pioneiro da fé de Israel - “em
ti serão abençoadas todas as famílias
da Terra”.
Agradeço ao CL DM e à minha diretoria,
a colaboração em minha gestão
como presidente, e peço a “Deus” que
continue a dar saúde, muita saúde,
a estes jovens senhores, que
tanto admiro, por que eles fazem grande
diferença aqui na Terra. E com certeza,
eles todos, que já fizeram tanto, ainda
têm muito a fazer, a esta Maringá e
ao Lions, e a todos que, como eu, estarão
tendo a felicidade de com eles conviver e aprender.
Desejo à nova diretoria, em especial ao
presidente Antonio Landgraf, o sucesso em sua
caminhada.
Saio com extrema sensação do dever
cumprido; aprendi muito na presidência
deste clube e tenho certeza de continuar aprendendo,
somente com a convivência com este clube,
por que aqui reside grande parte da sabedoria
e das lendas vivas de Maringá, por isso
nosso lema: “experiência
a serviço da sociedade”.
Obrigado.
Nivaldo Reginato
Discurso
proferido pelo CL Antonio Alvino Landgraff,
na reunião em que assumiu a presidência
do Lions Clube de Maringá Pioneiros. Dia
24/06/07
“Ao
ser indicado para a presidência do Lions
Clube Maringá Pioneiro, lembro-me das
palavras ditas uma vez pelo nosso companheiro
Eleutério Vaselai, que partiu tão
cedo: porque eu simples coroinha, fui escolhido
no meio de tantos cardeais.
Lembro-me também da
minha pequena e poeirenta Congonhinhas, perdida então em um canto do
Estado, onde o norte pioneiro ainda não termina, e o centro- sul ainda
não se inicia, cidade onde não nasci - meus pais mudaram para
lá quando eu tinha 06 anos, procedentes de Leme – SP, mais é cidade
onde passei minha infância, adolescência e parte da minha juventude.
Criança de calça
curta, como se usava na época, brincando em um mar de toras de peroba
no pátio da serraria de meus familiares, jamais poderia imaginar que
os desígnios de Deus me trariam a nossa querida Maringá.
Cheguei aqui há 40
anos, procedente de Toledo, onde permaneci apenas 10 meses, em conseqüência
de uma transferência urgente e inesperada na Empresa que trabalhava no
início de minha vida profissional. Para ser mais exato chegamos em Maringá,
eu e minha mulher, Neusa do Rocio, no dia 19 de fevereiro de 1.967, 15 dias
após nosso casamento. Eu para trabalhar na Cia Agropecuária
de Fomento Econômico do Paraná; ela, professora no então
Grupo Escolar Osvaldo Cruz
Aqui desempenhei minhas atividades
profissionais, sempre ligadas a sementes, no início algodão,
posteriormente soja, trigo,e centeio. Aqui nasceram meus dois filhos , Antonio
, casado com Loraine, ambos médicos, e Renata, casada com Darci, ambos
Engenheiros. Todos moram em Curitiba, e temos uma netinha, a nossa querida
Rafaela, com 4 anos. Aqui construímos nossas amizades mais sólidas;
aqui solidificamos nossas vidas.
Não fui conseqüente,
pioneiro. Quando mudei para Maringá, as dificuldades maiores já tinham
sido vencidas, que diga os companheiros Felizardo, Joaquim Romeiro, Ermelindo,
Ademaro Adriano, Allegretti e tanto outros que presenciaram a derrubada
da mata, a formação das lavouras de café, e a transformação
de uma floresta em cidade.
Sinto-me agora um pioneiro
graças à benevolência de meus companheiros que me escolheram
para presidir o nosso clube.
Assumo esta presidência
com honra, pois o nosso clube representa as pessoas das mais ilustres e respeitadas
de nossa comunidade, mas assumo também com humildade, ciente da responsabilidade
do cargo, com receio de não estar a altura dos que magnificamente me
antecederam: os companheiros Raimundo, Ermelindo, Alegrete, Pismel, James e
Nivaldo, ou seja, 2 ex governadores, 1 ex Secretário de Estado, 1 empresário
de nível nacional, um eminente professor universitário, e um
jovem empreendedor que se destaca em nossa comunidade.
Porque aceitei então:
aceitei porque acredito que todos devem dar a sua contribuição;
aceitei porque acredito que o fardo deve ser repartido por todos, aceitei
porque acredito quer chegou o meu momento.
Se há um pedido que
gostaria de fazer neste instante, é da união em benefício
de nosso clube. União, e não unanimidade. As divergências
em nosso clube fatalmente ocorrerão. Os homens que forjaram esta cidade
têm idéias próprias e temperamentos fortes,
e nem poderia ser diferente. Mas que estas divergências não
se enraízem no coração, na. alma e na mentes de cada um
de nos e que estas divergências sejam canalizadas para o benefício
do Lions que é o resumo de cinco palavras nobres e admiráveis
em qualquer idioma: Liberdade, Igualdade, Ordem, Nacionalismo e Serviço.
Há um segundo pedido
que faço: não vamos dispersar. A ausência de cada
companheiro é insubstituível, e qualquer perca é irreparável.
A essência do nosso Clube esta no conjunto. A Força e a resistência
da corda estão na soma das fibras que a constitui.
Tem outro aspecto que gostaria
de considerar
O companheiro Nivaldo criou,
em sua gestão, um lema que simboliza o nosso Clube: a Experiência
a serviço da sociedade, lema este que eu gostaria de usurpar:
Vivemos em um mundo em transformação,
e em uma sociedade em crise sufocada por problemas, bem sabemos gigantescos.
Um Clube, com a soma da experiência de cada um de nós, não
pode ficar omisso. Naquilo que a comunidade nos solicitar estaremos prontos
a atendê-la dentro de nossos conhecimentos e vivências, respeitando,
porem, as nossas limitações.
Independente desta colaboração
faço uma sugestão a ser debatida em nossas próximas reuniões.
Deveríamos, após
um debate democrático, como sempre foi em nosso Clube, eleger um tema,
um único tema, que seria alvo de nossa atenção especial,
como por exemplo: meio ambiente, preservação da água,
em especial a bacia do Rio Pirapó, que abastece nossa cidade, trânsito,
segurança, dengue, educação, defesa do cidadão
contra a voracidade do Estado ou de Empresas que nós exploram em sistema
de monopólio ou cartel, ou qualquer outro tema que se considerar prioritário.
Acredito também que
deveríamos ter um maior relacionamento com os Clubes de nosso Distrito,
em especial os que situam em nossa cidade, e nas cidades vizinhas.
Seria muito oportuno aceitamos todos os convites
que nos foram feitos. Participaríamos
dentro de um escala de revezamento, não
só com os membros da Diretoria, mas também
com os companheiros que se disponham a dar a
sua contribuição.
Não poderia finalizar,
sem antes fazer alguns agradecimentos:
Aos companheiros de outros
Clubes , aos nossos amigo e visitantes, por suas presenças;
Aos meus companheiros de Clube
que me deram um voto de confiança;
As nossas domadoras sempre
participando de nossas cerimônias;
A minha mulher, Neusa do Rocio,
companheira a mais de 40 anos;
E
finalmente, um agradecimento aos companheiros
do Club de Leones Salto del Guairá que
participam conosco desta cerimônia. O Termo
de Irmanação firmada entre nossos
clubes em 09 de abril de 2.006, através
de nossos companheiros Leon Tomas Hernan Amarilla
Ramirez e Valdemar Allegretti, é para
nos motivo de muita honra, orgulho e satisfação.
Através dele, constituímos um mesmo
quadro social. Pertencemos, recíproca
e fraternamente, cada um de nós, aos nossos
dois Clubes. Somos povos visinhos e irmãos
que compartilhamos os mesmos ideais do Lions
Internacional. Nosso Clube é de vocês. Sintam-se
em casa. Mais que nossos companheiros, vocês
são nossos amigos. Sejam bem
vindos.”
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PROJETO
CIDADÃO – CONSIDERAÇÕES
INICIAIS
Autores: CCLL Coimbra e Verdade |
Vivemos hoje uma crise de valores a qual, sem medo de errar, dá causa à crescente
violência que se espalha pelo País, à corrupção
endêmica que permeia boa parte do meio social e outras mazelas às
quais seria fastidioso enumerar. Boa parte do nosso povo, independente da condição
social, busca explicações para ela e caminhos para corrigir nosso
rumo.
Salvo melhor juízo, uma primeira aproximação
nos leva a considerar a existência de idéias “politicamente
corretas” e de há muito difundidas
nos meios de comunicação e nos estabelecimentos
de ensino, notadamente nos cursos de nível
superior, que preceituam estar a luta de classes
na origem de tudo. A sociedade como um todo passa
a considerar-se responsável pela existência
da pobreza, do desemprego, da desagregação
familiar e, sem norte para orientar suas ações,
queda-se perplexa.
Em tal quadro surgem aqueles que alardeiam ser
a reação das autoridades a atos de
violência um “atentado aos direitos
humanos”, posto ser a violência um
protesto contra o que denominam “injustiça
social”. A ser verdade tão canhestro
raciocínio, todo pobre seria potencialmente
um bandido o que, sem dúvida, está muito
longe de ser verdade.
Se for fato que a maioria dos transgressores, seja
qual for a sua classe social, dá seus primeiros
passos na senda do crime quando jovens, não é menos
certo que as soluções devem, em conseqüência,
estar voltadas para a criança e o adolescente,
seja qual for a sua origem e situação
financeira. O que existe, em poucas palavras, são
fracos valores morais e o sonho do sucesso baseado
na posse de bens materiais.
Surge, de forma imperativa, a necessidade da difusão
de valores tais como disciplina consciente, respeito às
normas legais, obediência à autoridade
(dentro dos limites da Lei) e solidariedade humana.
O Projeto Cidadão deverá buscar,
entre os jovens, desenvolver valores tais como:
exemplo, altruísmo, camaradagem desinteressada
e busca de objetivos elevados e fazê-los
cidadãos úteis, conscientes dos seus
deveres antes dos seus direitos, voltados para
o progresso individual e o da coletividade.
Se acreditarmos na importância da missão,
na transcendência do objetivo colimado, cada
um de nós dará início ao trabalho
dentro do seu lar e daí, certos de que a
mais longa das jornadas começará sempre
com um primeiro passo, buscaremos transformar cada
elo da corrente social brasileira em portador daqueles
valores que dignificam e dão sentido à vida.
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PROJETO
CIDADÃO
(“A mente que se abre a uma idéia
nova, jamais voltará ao seu tamanho
original”. Albert Einstein)
1.
APRESENTAÇÃO
Hoje em dia, dentre os problemas que se fazem
notar entre os jovens de ambos os sexos, ressalta
aquele que diz respeito ao futuro de cada um
quando, atingida a maioridade, buscam ingressar
no mercado de trabalho. Trata-se, para muitos,
de uma decisão difícil e, para
tomá-la, carecem de orientação.
Este é um projeto-piloto que busca, dentro
dos princípios que norteiam as atividades
do Lions Internacional, proporcionar ao público-alvo,
além de uma habilitação
profissional, noções de solidariedade,
a compreensão dos valores da cidadania
e o desenvolvimento de tudo aquilo que torna
a vida digna de ser vivida em sua plenitude.
2. OBJETIVOS
- Oferecer, aos jovens Atiradores,
cursos/estágios profissionalizantes
que lhes proporcionem capacitação
técnico-profissional básica,
complementem a sua formação cívica
e possibilitem o ingresso no mercado de trabalho
em melhores condições;
- adequar os treinamentos
profissionalizantes a serem realizados à demanda
de mão-de-obra local e regional. Para
tanto, firmar parcerias com diferentes empresas
para abrir oportunidades de treinamento e contratação
dos ex-atiradores;
- levar aos jovens, considerando
a importância do desenvolvimento das
capacidades morais e intelectuais de que são
dotados, a importância do constante crescimento
do SER e não exclusivamente do TER;
- desenvolver nos jovens a necessidade de valorização
a vida, a importância do cumprimento da
Lei e, mais que tudo, dada a sua abrangência,
o viver de conformidade com os princípios
morais que devem reger a sociedade.
3.
PÚBLICO-ALVO
Os jovens, em princípio voluntários.
Inicialmente, por ser considerado de mais
fácil
acesso e após consulta ao seu Diretor
de Instrução, o Projeto será desenvolvido
junto aos Atiradores do Tiro de Guerra.
Após uma palestra inicial, será aberto
o voluntariado.
Em prosseguimento, o Projeto será levado às
escolas (públicas e particulares) que
se mostrarem interessadas em participar e, daí,
a outros setores.
4.
MISSÃO
Organizar grupos que buscarão:
a. interessar órgãos, entidades,
escolas e centros, tanto públicos quanto
privados, no desenvolvimento do Projeto através
a concessão de bolsas de estudo e de oportunidades
de estágios, ainda que sem remuneração;
b. interessar os mesmos órgãos,
entidades, escolas e centros na admissão
de jovens cadastrados no Projeto Cidadão;
c. organizar um cadastro cuja consulta possibilite,
sem demora, a identificação daqueles
que preencham as condições do futuro
empregador;
d. realizar palestras que concorram para a sedimentação
de princípios e valores éticos,
considerando que a sociedade, sem a sua prática,
estará fadada não só à aceitação
do autoritarismo, mas também à prática
da corrupção e do favoritismo;
e. organizar, em local de fácil acesso,
uma biblioteca que concorra para o crescimento
cultural dos jovens;
f. os cursos/estágios deverão ser
buscados em áreas com maior potencial
de geração de trabalho, tendo em
vista as demandas locais. Entre outras, apenas
como exemplo, estão as áreas de
Telecomunicações, Automotiva, Alimentos,
Construção Civil, Artes Gráficas,
Confecção, Eletricidade, Mecânica
e Refrigeração.
5.
CONDIÇÕES DE EXECUÇÃO
a. Consideração inicial
Haverá desde o início, em virtude
mesmo de congregar expressiva parcela da sociedade
maringaense, a necessidade do engajamento dos
componentes do Lions no desenvolvimento do Projeto
em questão.
Destarte, seu início estará subordinado à realização
dos contatos iniciais com o Diretor de Instrução
do Tiro de Guerra, à fixação
de um organograma e à determinação
de responsabilidades pela sua execução.
b. O que fazer
- Contatos com organizações tais
como as entidades do Sistema “S” e
outras, para determinação do que
poderá ser oferecido aos jovens Atiradores;
- abertura de voluntariado para organização
e desenvolvimento do Projeto;
- determinação das áreas
de interesse e de temas para as palestras;
- escolha dos palestrantes por áreas de
interesse;
- realização, se for o caso, de
visitas dirigidas a instalações
públicas e particulares;
c. Duração
Será determinada pelos responsáveis
pela execução do Projeto. Em princípio,
deverá
coincidir com o ano de instrução
do Tiro de Guerra.
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Lions
Clube Maringá Pioneiros |
Artigo
elaborado sobre o tema da breve dissertação
feita por Osmar José de Barros
Ribeiro, em reunião ordinária
do Lions Pioneiro, dia 07 de março,
no Hotel Deville.
NENHUMA
CORRENTE É MAIS FORTE QUE O SEU ELO
MAIS FRACO
Osmar
José de Barros Ribeiro
E-mail: ojbr@wnet.com.br
Hoje
em dia, vivemos uma crise de valores a qual,
sem medo de errar, pode ser exemplificada pela
violência que, a partir dos grandes centros,
espraia-se pelo País em ondas concêntricas.
A sociedade como um todo preocupa-se com ela.
Todos, independente da condição
social, buscam explicações para
suas causas e caminhos para reduzi-la.
A origem de tudo, salvo melhor juízo,
está em que, envenenada por idéias
de fundo ideológico, a coletividade nacional
passou a aceitar a luta de classes como axioma
e, em conseqüência, a sentir-se culpada
pela pobreza, pelo desemprego, etc. Assim, quando
em 2006 o PCC (Primeiro Comando da Capital) lançou
em São Paulo uma onda de violência
voltada contra policiais civis e militares, muitos “estudiosos” apressaram-se
a declarar que a reação das autoridades
fora um “atentado contra os direitos humanos”,
ainda que entre boa parte da população
o sentimento fosse outro.
A recente e selvagem morte de uma criança
no Rio de Janeiro, arrastada pelas ruas da cidade
por um automóvel ocupado por jovens bandidos
sem qualquer sentimento de humanidade, entre
eles um menor de idade, ressuscitou um castigo
medieval reservado a criminosos empedernidos
e, novamente, trouxe à tona a discussão
quanto ao que fazer para deter a onda criminosa
que se alastra pelo País.
Então, mais uma vez, a grande mídia
deu guarida a declarações estapafúrdias
de pessoas (inclusive de autoridades) que, certamente
movidas pelo já citado ranço ideológico,
insinuaram - quando não afirmaram textualmente – ser
a violência fruto da “injustiça
social”. A ser verdade tal absurdo, teríamos
de concluir que todo pobre é um marginal
em potencial e isto, sem dúvida, está longe,
muito longe, de ser verdade. As causas são
bem outras e tão diversas que um simples
artigo não pode abrangê-las todas.
Assim, ficaremos apenas em uma delas, talvez
não a principal, mas, nem por isso, menos
importante.
Se for fato que a maioria esmagadora dos transgressores
dá seus primeiros passos na senda do crime
quando jovens, não é menos certo
que as soluções devem, em conseqüência,
estar voltadas para a criança e para o
adolescente, independente de suas origens sociais
e situação financeira. Nesse sentido,
pesquisas recentes e idôneas revelam existir
entre eles baixos índices de solidariedade
e de inserção social. Em outras
palavras: seus projetos de vida não contemplam
o ajudar o outro sem esperar nada em troca e,
muito menos, a necessidade de interagir com outras
pessoas além daquelas que já conhecem
como, por exemplo, família e amigos.
A referida pesquisa mostrou que, entre os adolescentes
pesquisados, existem fracos valores morais
(numa clara demonstração de
imaturidade egoísta) e o sonho de
sucesso baseado, tão somente, na posse
de bens materiais. Poucos demonstraram o
desejo de contribuir para a construção
de um mundo melhor.
Apenas como exemplo e sem a mínima intenção
de sugerir a necessidade de “militarização” da
sociedade, abalanço-me a afirmar que entre
os marginais, sejam eles ricos ou pobres, é bem
pequena a porcentagem daqueles que serviram às
Forças Armadas nas quais, notadamente
na tropa, busca-se desenvolver valores tais como
disciplina consciente, respeito à Lei,
obediência à autoridade e solidariedade.
Neste último quesito, vale lembrar que
o sucesso de uma missão, qualquer que
seja ela, na paz ou na guerra, depende muito
da forte união entre comandantes e subordinados
e dos laços criados entre eles.
Assim, um Projeto que venha a ser desenvolvido
entre os jovens buscando desenvolver neles,
pelo exercício do exemplo, o altruísmo,
a busca de objetivos superiores, a camaradagem
desinteressada, etc., deverá basear-se
na necessidade de incutir tais valores em
seu espírito. Uma frase, uma simples
frase, bem expressa a busca desse objetivo: “Nenhuma
corrente é mais forte que o seu elo
mais fraco”.
Às famílias e às pessoas
preocupadas com o futuro da nossa Pátria,
caberá o engajamento na transformação
dos jovens em cidadãos úteis, conscientes
dos seus deveres antes dos seus direitos. Como
fazer? Interessando-os na busca de cultura, de
trabalho voltado para o progresso pessoal e da
coletividade. Há necessidade, inicialmente,
de transformar o comportamento do indivíduo
e, a partir dele, atingir seu grupo social.
Obviamente,
não será uma tarefa fácil,
muito pelo contrário. No entanto, se acreditarmos
na importância da missão, na transcendência
do objetivo colimado, cada um dará início
ao trabalho dentro do seu lar e daí, ciente
de que a mais longa das jornadas começa
sempre com o primeiro passo, esforçar-se
para transformar cada elo da corrente social brasileira
em portador dos imperecíveis valores que
dignificam e dão sentido à vida. |
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Lions
Clube Internacional
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Foto:
Jorge Duarte
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Registro
da visita do casal CL Paulo Pimpão Silva
e sua Maria Lúcia, ao CL Antonio Facci
no dia 8/12/06.
O
visitante exerce a função de
presidente do distrito LD abrangendo os estados
de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
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